quarta-feira, 21 de novembro de 2007

vitória

armada, amarga e uma língua afiada para dar início à batalha.

perdi.

seu olhar penetrou minh'alma.

verdade era a sua melhor arma e ele sabia atirar.



...
de otros cielos:
"ela botou os pontos finais, fechou nosso livro e
guardou na gaveta mais alta da estante."

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

teimo em explicação. mania, já.

Me aproprio das definições de adriana (falcão) e as coloco aqui.
Acredito que quando se sente o que está escrito, aquilo passa a ser de algum jeito nosso, uma cumplicidade entre leitor e autor.

"Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele"

(um pedaço do mania de explicação)


Penso que cecília, hoje, é isso: indecisão, intuição, pressentimento, ansiedade, interesse, sentimento, felicidade, razão, vontade.
É tanto que nem dá pra explicar.


sábado, 10 de novembro de 2007

terça-feira, 6 de novembro de 2007

noite quente, chão de cimento, mesa de plástico e cerveja gelada num copo de requeijão.
põe pra tocar diana, moço, que esse coração aqui é de manteiga.

Tudo que eu tenho meu bem é você

Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você

Volte logo meu amor





sábado, 3 de novembro de 2007

qual é a música?

Cada pessoa que existiu, existe ou existirá possui uma música.
Não é uma música escrita por outra pessoa. Ela tem sua própria melodia, sua própria letra.
Poucas pessoas chegam a cantar sua própria música. A maioria de nós teme que não façamos jus a ela com nossa voz, ou que a letra seja muito boba, ou muito franca, ou muito estranha.
Então, em vez disso, as pessoas vivem suas músicas.
Neil Gaiman, Filhos de Anansi

quinta-feira, 26 de julho de 2007

retalho de solidão

aqueles oitenta reais são o seu maior investimento.
são os cinquenta minutos da semana que alguém o escuta com paciência,
ou pelo menos finge escutar.
tira do bolso o bloco de papel cheio de anotações,
garranchos
que ele mesmo nem entende.
ele insiste, mas sorri sem jeito e passa pra
outro assunto.
não pode perder o valioso tempo decifrando tão penosa caligrafia.


é nesse momento que ele se sente vivo,
sem a capa invisível
que o cobre pelo resto dos dias.
para muitos a invisibilidade é uma mágica, para ele
é uma maldição.

segunda-feira, 9 de julho de 2007